Da vida, a gente só leva o conhecimento que adquire ao longo do tempo, né? Apesar de diferentes prioridades, quase todo mundo tem um desejo em comum: aprender.
Tem aquele que quer aprender lidar com as perdas, reconhecer o valor do outro (ou de si próprio), explorar uma nova cultura, saber uma língua exótica, ser disciplinado e manter o ritmo de atividades físicas...
Mas andei pensando que o mundo ficaria bem melhor se nós também nos preocupássemos em desaprender algumas coisinhas. Já pensou como as relações seriam mais saudáveis se as pessoas não fizessem mal umas às outras? Se elas desaprendessem a maltratar os sujeitos, a caluniar, a nutrir inveja e os maus pensamentos? Se desaprendessem a humilhar seu semelhante, a sentir preconceito e a julgar-se superior?
Se desaprendessem a mentir e baseassem seus relacionamentos interpessoais na sinceridade? Se desaprendessem a dar valor aos bens materiais e aprendessem a dar valor ao sentido essencial da vida?
Se desaprendessem a cobrar resultados dos outros (dos governantes, do vizinho, do marido, do subordinado) e decidissem arcar com responsabilidades e riscos por conta própria? Se desaprendessem a dar esmolas em vez de proporcionar aprendizado e condições reais de crescimento?
Se desaprendessem a descontar suas frustrações nos outros e assumissem o risco de buscar a realização e felicidade? Se desaprendessem a ser intolerantes e resolvessem levar um segundo olhar em consideração?
Aprender é fundamental. Mas o contrário pode ser ainda mais benéfico. Sempre dá tempo de mudar o ponto de vista.